Bioelétrica de Fundão

Ativo Renovável Regulamentado

 

 

 

Sobre a planta

Central de Fundão; Um exemplo de bioenergia florestal integrada

Localizada no município de Fundão (Portugal), esta central de biomassa é um dos maiores projetos de bioenergia florestal do país e faz parte da expansão internacional do modelo ENSO. O projeto foi desenvolvido em parceria com nosso sócio local FPT Energia e entrou em operação no verão de 2019, tornando-se desde então uma referência em produção renovável com impacto territorial.

Seu desenho, promovido e liderado pela ENSO, incorpora soluções de eficiência energética, otimização de recursos e sustentabilidade ambiental. A planta utiliza como combustível resíduos florestais — tanto em forma de cavaco quanto em tronco para fragmentação in situ — provenientes das florestas portuguesas, contribuindo ativamente para a prevenção de incêndios e para o aproveitamento de biomassa local certificada.

A ENSO forneceu a caldeira de biomassa e supervisionou o contrato EPC executado pela Elecnor. Atualmente, a planta é operada pela Magestop, empresa portuguesa do grupo ENSO especializada em O&M industrial.

Destaques

Figuras que nos apoiam

0
MWe
Potência instalada

A planta de Fundão gera 15 megawatts elétricos (MWe) através de um sistema de combustão de biomassa florestal. Esta potência permite produzir anualmente cerca de 120.000 MWh de eletricidade renovável, o que equivale ao consumo médio de mais de 28.000 lares portugueses.

0
t/ano de biomassa
Fornecimento de biomassa

Todos os anos são utilizadas mais de 134.000 toneladas de resíduos florestais locais, com um teor de humidade entre 25 % e 30 %. O uso deste recurso autóctone reforça a economia circular, apoia a gestão florestal e reduz riscos ambientais como os incêndios.

0
MWh/ano
Produção elétrica

Com uma disponibilidade superior a 8.000 horas anuais, a planta de Fundão produz aproximadamente 120.000 MWh por ano, contribuindo de forma ativa para o mix energético português com energia 100 % renovável e gerível.

0
MWt
Potência térmica

A caldeira aquotubular da planta atinge uma potência térmica de 49 megawatts térmicos (MWt), operando a 62 bar e 440 °C. Esta energia térmica é transformada em vapor para accionar a turbina e produzir eletricidade com elevada eficiência operacional.

0
KV
Ligação à rede

A planta está ligada à rede elétrica nacional através de uma linha de 15 quilovolts, garantindo a injeção estável de energia verde gerada de forma sustentável.

0
%
Eficiência garantida

O design e a engenharia do sistema permitem alcançar uma eficiência térmica garantida próxima de 90 %, mesmo trabalhando com combustíveis de granulometria e humidade variáveis.

NOSSO PROCESSO

História da planta

Desenvolvimento do projeto

A Central de Biomassa de Fundão, no distrito de Castelo Branco (Portugal), é um dos maiores projetos de bioenergia florestal do país e uma referência internacional do modelo ENSO. Promovida em parceria com o nosso sócio local FPT Energia e apoiada pelo fundo europeu Marguerite (90 % do capital), a planta entrou em operação em 2019 com o objetivo de transformar resíduos florestais em energia renovável de forma estável, eficiente e sustentável.

Com uma potência térmica de 49 MWt e 15 MWe de capacidade elétrica instalada, a central foi concebida para operar mais de 8.000 horas anuais, alcançando uma eficiência térmica garantida próxima de 90 %. A sua caldeira aquotubular, projetada e fornecida pela ENSO, está adaptada a combustíveis com diferentes graus de humidade e granulometria, enquanto o seu sistema de refrigeração por aerocondensadores reduz significativamente o consumo de água, reforçando o seu perfil ambiental.

O projeto aproveita resíduos florestais locais, principalmente de pinho e eucalipto, tanto em forma de estilha como em toros para estilhagem no local. Com isso, não só gera energia verde, como também contribui para a limpeza das florestas e para a prevenção de incêndios florestais, um dos maiores desafios ambientais em Portugal.

Importância Sociocultural

Para além de fornecer cerca de 120.000 MWh de eletricidade renovável por ano — equivalentes ao consumo médio de mais de 28.000 lares —, a planta de Fundão gerou um impacto direto na economia regional. A sua entrada em funcionamento criou dezenas de empregos diretos e cerca de 300 indiretos na cadeia de valor da biomassa (gestão florestal, transporte e logística).

Este efeito dinamizador transforma a central num motor de coesão territorial, fixando população em áreas rurais e gerando oportunidades sustentáveis ligadas à bioeconomia. A integração do modelo ESE (Empresa de Serviços Energéticos) garante ainda que o fornecimento renovável seja competitivo e gerível, reforçando a transição energética de Portugal.

Contexto cultural e territorial

O município de Fundão, situado entre a Serra da Gardunha e a Serra da Estrela, caracteriza-se pela sua forte tradição agrícola e florestal. A central de biomassa soube integrar-se neste contexto, acrescentando valor aos recursos locais e oferecendo uma alternativa sustentável face à dependência de combustíveis fósseis.

Ligada à rede elétrica nacional a 15 kV, a instalação consolidou-se como um ativo regulado estratégico para o mix energético português. O seu desenvolvimento, sob um esquema integral em que a ENSO liderou o design, o fornecimento e a supervisão técnica, e a Magestop é responsável pela operação e manutenção, constitui um exemplo de como a bioenergia pode combinar inovação tecnológica, impacto ambiental positivo e desenvolvimento socioeconómico regional.

GALERIA

Últimas Notícias

No data was found